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terça-feira, 30 de janeiro de 2024
Alergia à penicilina, a maioria das pessoas está enganada
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
Estudo mostra mais relacoes entre stress e bacterias intestinais
O ESTRESSE E AS BACTÉRIAS INTESTINAIS
Como o estresse crônico afeta negativamente o funcionamento do intestino?
Pesquisas mostram novas evidências.
No último dia 23/01/24 a revista Nature publicou mais um
artigo sobre esse tema, a relação do sistema nervosos central/estresse/microbioma
dos intestinos (conjunto de bactérias que habitam naturalmente o aparelho digestivo).
O artigo inicia, como o conhecimento de que, há muito tempo, o estresse mental tem sido associado
a problemas gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável (SII). Nessa
direção, pesquisadores descobriram informações mais detalhadas sobre como o
estresse pode prejudicar o funcionamento dos intestinos, desencadeando uma
série de reações bioquímicas que alteram o microbioma.
O estudo, publicado nessa data, na revista Cell
Metabolism, é interessante, segundo Christoph Thaiss, microbiologista e
neurocientista da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, pois explica como
o cérebro – anatomicamente distante do trato gastrointestinal – ainda pode
exercer influência sobre ele.
Existem reações metabólicas que não
são desejáveis. As repercussões dessas reações podem ser exemplificadas por
enfermidades como a Síndrome do Intestino Irritável (SII), que leva a
dores abdominais e diarreia (aflige 10% da população!), ou a Doença
Inflamatória Intestinal (DII), que causa inflamação nos intestinos e
desencadeia sintomas semelhantes, (aflige até dez milhões de pessoas no mundo).
O objetivo do pesquisador de metabolismo, Xiao Zheng, coautor do estudo e
membro da Universidade Farmacêutica da China em Nanjing, era compreender os
eventos celulares que desencadeiam essas condições.
Nessa investigação, os pesquisadores usaram ratos
que foram ao estresse crônico durante duas semanas e observaram os efeitos, comparados
a outros animais que não foram submetidos a tal situação. Foi verificado uma
redução nos níveis de células protetoras dos intestinos no primeiro grupo. O
processo é consequência de uma disfunção no metabolismo das células-tronco
intestinais, que normalmente se diferenciam nessas células protetoras.
O âmago dessa pesquisa foi procurar
por uma razão para esse processor se estabelecer. Assim os pesquisadores desse
estudo foram examinar o microbioma daqueles ratos. Já existe conhecimento de
que a ativação do sistema autônomo (simpático) típico das reações de luta/fuga
do estresse transformam o microbioma (como
diz esse estudo aqui). Algumas bactérias do gênero Lactobacillus, que
ocorrem naturalmente no intestino e proliferam sob condições estressantes,
produzem uma substância química chamada indol-3-acetato (IAA). Os
investigadores descobriram que um nível elevado de IAA, desencadeado pelo
stress, impedia que as células tronco intestinais do rato se tornassem células
protetoras.
Apesar de ter sido realizado em ratos,
este estudo apresenta evidências que sugerem que as conclusões podem ser
aplicáveis a seres humanos. A equipe de pesquisa descobriu níveis elevados de
bactérias Lactobacillus e IAA nas fezes de indivíduos com depressão, em
comparação com indivíduos sem depressão. "Quando estamos sob estresse,
nosso microbioma intestinal também sofre estresse", apontou Zheng.
Os pesquisadores também encontraram um possível
remédio, pelo menos para os roedores. Ao administrar um suplemento chamado α-cetoglutarato em ratos estressados, o metabolismo das células-tronco
em seus intestinos foi ativado. Porém, Thaiss ressalta a
necessidade de mais pesquisas para entender os efeitos a longo prazo desse
suplemento e se ele é capaz de reduzir os sintomas de disfunção
intestinal.
O autor também sublinha que o estudo do IAA aborda efeitos posteriores (da resposta de estresse no intestino), sendo planejado investigar efeitos prévios desse processo e, naturalmente investigar a segurança/eficácia do α-cetoglutarato.
Não podemos esquecer que há muito caminho de pesquisa
a trazer mais esclarecimentos, mas resta pouco dúvida sobre a atenção que
precisamos dar aos cuidados sobre o microbioma intestinal para termos saúde
física e mental
O artigo original da NATURE está aqui
Imagem original AQUI
domingo, 21 de janeiro de 2024
Transgênicos, realmente, fazem mal à saúde humana?
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O arroz dourado é um alimento transgênico que pode resolver o problema da carência de vitaminas em países que têm no arroz sua base alimentar |
O artigo a seguir toca num tópico muito delicado. A proposta é responder a uma pergunta simples e direta: o consumo de alimentos com insumos transgênicos faz mal a saúde humana? Fui buscar um hub de informações confiáveis, baseado em análises focadas em evidências científicas. Se trata de um conteúdo do Science Based Medicine, e é um resumo atualizado que responde a essa questão. Já se passaram trinta anos, e temos um período de avaliação suficiente para poder examinar esse tema de frente. Naturalmente há uma construção social que autoriza uma desconfiança sobre esse tópico. Em princípio, possivelmente não gostaríamos de produzir ou consumir produtos que parecem improváveis de serem consumidos num mundo natural. Porém nos esquecemos de definir do que se trata esse mundo natural, mesmo que intuitivamente seja fácil imaginá-lo. Pois andamos de avião, substituímos partes do corpo humano em função de doenças, usamos hormônios depois que nossos órgãos não conseguem mais produzi-los, e muitos indivíduos - que se acham extremamente cautelosos com sua alimentação - não parecem ter qualquer prurido quanto ao emprego de injeções de vitaminas (que não existem nessa alimentação tão zelosa)... Então essa compreensão [do significado] da naturalidade do existência humana pode sofrer grave interferência do viés [relativamente compreensível] que cerceia alguns ideais. O debate sobre tecnologias aplicadas à alimentação obviamente será sempre necessário. Porém encarcerar conceitos inapropriados ou falsos sobre segurança (de um tipo de alimento, por exemplo) para disfarçar apenas uma perspectiva preconceituosa, retrógada ou conservadora não vai permitir que vivamos numa sociedade justa, culta e harmoniosa.
Atualização
sobre OGMs e Saúde
Artigo de Steven Novella, publicado originalmente em 21/06/2023
Trinta anos depois, há ainda mais evidências de que
os alimentos transgênicos são seguros.
Os transgênicos (organismos geneticamente modificados – OGM – ou GMO, em inglês) é um dos temas que tento acompanhar com cuidado, mesmo quando não está nas manchetes. O primeiro alimento transgênico foi aprovado em 1994 (um tomate transgênico que não está mais no mercado), então estamos chegando perto de 30 anos de transgênicos. Os opositores dos OGM alegam falsamente que não foram suficientemente estudados (há mais provas da sua segurança do que outros produtos alimentares) e que pode haver riscos desconhecidos a longo prazo. Estavam errados há 30 anos, mas era pelo menos verdade que a introdução de OGM no mercado alimentar e na alimentação animal era nova. Mas o argumento "novo", necessariamente, não envelheceu o suficiente. A essa altura, se houvesse algum risco real para os alimentos transgênicos, provavelmente estaríamos vendo o resultado – e não estamos.
A rotulagem dos OGM foi atualizada nos EUA e,
embora não existam provas de que se trate de uma informação útil para os
consumidores, registrou-se uma melhoria razoável. O USDA (departamento de
agricultura dos EUA) agora usa o termo "bioengenharia" para se
referir a qualquer produto alimentício que tenha níveis detectáveis de material
genético alterado – genes que não poderiam ser resultados de técnicas usuais de
reprodução. O termo "OGM" agora é restrito àqueles organismos com DNA
estranho introduzido, geralmente transgênico, de organismos distantes, não
sendo possível com a reprodução. A bioengenharia também pode se referir a uma
série de processos, como o uso de CRISPR (uma técnica introduzida em 2009)
para alterar genes existentes sem introduzir novos genes.
Além disso, pode parecer irônico que um grande
número de culturas disponíveis tenha sido produzido ao longo do século passado
por meio de melhoramento de mutações. Esta técnica usa química ou radiação para
aumentar drasticamente a taxa de mutações (mil a um milhão de vezes) para
aumentar o número de variedades para selecionar. Mas o melhoramento de mutações
não é considerado OGM ou bioengenharia. Muitas outras culturas são híbridas,
mesmo que sejam híbridos forçados (que não ocorreriam na natureza).
Mas rotular tais culturas seria inútil, e proibi-las impossível, e elas
constituem praticamente toda a nossa indústria agrícola.
Segurança
das culturas de bioengenharia
Cada cultura de bioengenharia é estudada quanto à
segurança, para garantir que não introduzam novos alérgenos ou toxinas. Eles
são mais estudados do que culturas não biomodificadas, mesmo aquelas produzidas
por meio de melhoramento mutacional. A alegação de que as culturas
bioengenheiradas não são adequadamente estudadas é simplesmente errada e
hipócrita.
Mas também temos muitas evidências ecológicas sobre
os transgênicos em geral. Devido às vantagens agrícolas de muitas culturas
transgênicas, a alimentação animal passou de totalmente não-OGM para
principalmente OGM muito rapidamente. Uma
revisão de estudos de 2017, essencialmente duas décadas após essa
mudança, descobriu:
Com base nesta revisão da literatura, concluímos
que não há evidências claras de que alimentos compostos por culturas OGM de
primeira geração tenham efeitos adversos sobre a saúde animal.
Literalmente trilhões de animais foram alimentados
com ração transgênica sem qualquer efeito negativo detectável para a saúde. No
entanto, a mudança para alimentos não OGM pode ter efeitos negativos. De acordo
com uma pesquisa realizada pela Iowa State University,
essa mudança aumentaria as emissões de gases de efeito estufa em 7%, aumentaria
o uso da terra e aumentaria o preço dos alimentos.
Até o momento, houve mais de 3.000 estudos
que analisaram a saúde e a segurança ambiental das culturas transgênicas, sem
qualquer evidência de dano ou uma questão legítima de segurança. Com base
nessas evidências, 280 organizações científicas em todo o mundo
declararam que os transgênicos são tão seguros quanto os alimentos não
transgênicos e não apresentam risco especial. Existe, de fato, um consenso
científico esmagador de que os OGM atualmente no mercado são seguros e não
representam qualquer ameaça para o ambiente.
Pelo contrário, a tecnologia dos OGMs tem sido
fundamental para a indústria agrícola, aumentando a eficiência, a segurança
alimentar e reduzindo a deterioração. A proibição dos OGM teria um efeito
negativo líquido no ambiente e pioraria a segurança alimentar. Esse efeito só
será maior no futuro, à medida que a tecnologia de transgênicos progride e a
população humana cresce.
Essa desconexão entre os temores
públicos, causados por uma campanha de desinformação, e um forte consenso
científico baseado em décadas de pesquisa é gritante e muito perigosa. Um exemplo particularmente
pungente é o destino do arroz dourado – uma variedade biomodificada de arroz
com betacaroteno aprimorado destinada a reduzir a carga de deficiência de
vitamina A, especialmente em certos lugares do mundo em desenvolvimento. Não há
preocupações legítimas sobre o arroz dourado – os direitos de patente são
licenciados livremente, não há nenhum problema com o uso de pesticidas e não há
questões de segurança. O melhor que os adversários podem fazer é pedir ainda
mais pesquisa – e a estratégia interminável de mudar as regras regulamentadoras,
ou alegar que o arroz dourado não é tão eficaz. Parece que o que eles realmente
temem é que o arroz dourado seja bem-sucedido, o que a afastaria a opinião
pública dessa propaganda (anti-GMO).
As Filipinas aprovaram o arroz dourado e, até
agora, os agricultores produziram mais de 100 toneladas de grãos de
arroz dourado. No entanto, ativistas conseguiram convencer a Suprema Corte das
Filipinas a manter esse grão longe de crianças desnutridas, alegando que é um
risco para a natureza. Há uma suspensão temporária na liberação do grão, pendente
de discussões sobre a segurança e o impacto ambiental do arroz dourado. Eles
estão tentando um apelo desesperado de última hora para aliviar as evidências
científicas que já foram revisadas. Trata-se de uma tragédia em formação,
baseada inteiramente na pseudociência.
A saga dos transgênicos ainda está se desenrolando.
Por um lado, o tempo está do lado da ciência nesse tópico. Quanto mais tempo
passarmos sem que os temores dos ativistas anti-transgênicos sejam confirmados,
mais forte será um argumento que construímos para a segurança de tecnologias de
bioengenharia e culturas específicas. Além disso, a tecnologia continua a
melhorar e novas aplicações estão sendo desenvolvidas. A necessidade de
culturas bioprojetadas também está crescendo, e questões como mudanças
climáticas, segurança alimentar e uso da terra estão cada vez mais eclipsando
as falsas preocupações dos ativistas. Mas, ao mesmo tempo, é fácil exercer uma
espécie de veto à tecnologia, tornando-a muito controversa e cara demais para
ser comercialmente viável. É exatamente isso que estamos vendo acontecer nas
Filipinas com o arroz dourado.
Isso leva de volta aos problemas centrais – os
ativistas são incansáveis, enquanto os defensores da ciência e do bom senso têm
inúmeras batalhas em suas mãos e muita competição por sua atenção. Não devemos
tirar os olhos coletivos da questão do arroz dourado e da questão mais ampla
dos benefícios da bioengenharia. Há cada vez mais dificuldade a ser enfrentada
para que os melhores resultados sejam difundidos.
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Resumindo: não há nenhuma evidência científica de que os alimentos transgênicos façam mal ao ser humano, e seu consumo pode ser considerado seguro.
As referências têm os links no próprio texto
Sobre o autor:
Steven Paul Novella (nascido em 29 de julho de 1964) é um neurologista clínico americano e professor associado da Escola de Medicina da Universidade de Yale. [1] Novella é mais conhecido por seu envolvimento no movimento cético como apresentador do podcast The Skeptics' Guide to the Universe e como presidente da New England Skeptical Society. Ele é membro da Comissão de Inquérito Cético (CSI).
Link do original AQUI
Imagem desse post obtida AQUI
sábado, 4 de março de 2023
LEPTINA - um hormônio que não podemos esquecer
Dr. Mehmet Yildiz
Torne o corpo sensível à leptina para perder
gordura visceral com uma simples mudança metabólica
A sensibilidade à
leptina pode ser melhorada diminuindo os picos de insulina e aumentando o
consumo de gordura para energia.
O papel da leptina na perda de gordura, controle de peso saudável e saúde metabólica
A perda de gordura e o ganho de massa muscular
giram em torno do equilíbrio dos hormônios.
Este artigo tem como objetivo apresentar uma
mudança comportamental relacionada à nutrição que pode beneficiar a uma perda
de gordura, um controle de peso sustentável, um condicionamento físico que aumente
a massa magra (músculos) e outras metas de melhoria da saúde. A abordagem
é prática e personalizável para nossas necessidades nutricionais.
Embora os cientistas conheçam esse truque simples
há muito tempo, a ideia ainda é controversa. Consequentemente, a implementação
bem-sucedida dessa mudança pode ter implicações econômicas e políticas que
prefiro não explicar, pois economia e política não são meu forte. No
entanto, leitores astutos podem deduzir da mensagem crítica do artigo
relacionada à saúde.
Pessoas ainda sem pleno conheciment0 concentram-se nas calorias para perda de gordura. No
entanto, não podemos atingir um peso sustentável e a composição corporal
desejada sem corrigir os problemas hormonais, mesmo se reduzíssemos as
calorias a um ponto famélico.
De forma convincente, os hormônios são complexos,
enigmáticos e inter-relacionados.
No entanto, através de minhas décadas de
experimentos sensatos e revisão de literatura concentrada da pesquisa do
metabolismo, felizmente, podemos equilibrar os hormônios metabólicos com uma
única mudança nutricional, jogando de forma inteligente com dois
macronutrientes produtores de energia: carboidratos e gorduras. O uso
eficaz de proteínas é um bônus.
Neste artigo, evito entrar em detalhes
científicos. Em vez disso, concentro-me em dois hormônios
inter-relacionados (insulina e leptina) para melhorar a saúde metabólica,
permitindo-nos perder gordura visceral e manter um peso saudável em termos
práticos.
Embora a leptina e a insulina sejam dois hormônios
diferentes, seus efeitos no corpo estão relacionados e dependem um do
outro. Portanto, se um deles falhar, os outros também falharão.
Primeiro, deixe-me apresentar um breve histórico
sobre o hormônio leptina, com foco em porque ele é importante na perda de
gordura e no processo de controle de peso saudável. Um dos meus artigos anteriores apresentou
seis hormônios que desempenham um papel crítico no metabolismo da
gordura. Eles são insulina, cortisol, leptina, grelina, hormônios de
crescimento e hormônios sexuais.
A leptina é única, pois sinaliza ao cérebro que
estamos plenos. Portanto, se esse hormônio não funcionar adequadamente,
continuaremos comendo e consumindo calorias em excesso, causando ganho de
gordura. Quando a leptina funciona bem, paramos de comer
naturalmente. Não requer força de vontade ou suplementação cara para
suprimir o apetite causado por outro hormônio chamado grelina.
No entanto, existe uma condição de saúde bem
conhecida chamada resistência à leptina. Essa condição impede que o
cérebro receba sinais de saciedade, causando consumo emocional de alimentos
além do necessário, também conhecido como compulsão alimentar. Quando o
corpo é resistente à leptina, o hormônio grelina nos faz sentir fome e até mesmo
esfaimado, levando-nos a comer emocionalmente.
Embora seus efeitos sejam elevados, a grelina não é
tão complexa quanto a leptina e a insulina. Dois macronutrientes
(carboidratos e gorduras) são essenciais para equilibrar esses dois hormônios
metabólicos, a insulina e a leptina.
Enquanto os carboidratos afetam principalmente a
insulina, as gorduras afetam a leptina. Mas eles estão
inter-relacionados. Por exemplo, como muitas pessoas, reduzir carboidratos
e aumentar gorduras saudáveis ajudou meu corpo a se tornar
mais sensível à insulina e à leptina.
Consumir carboidratos em excesso, especialmente os
refinados, aumenta rapidamente o açúcar no sangue, causando resistência à
insulina.
No entanto, as gorduras têm um impacto mínimo na insulina. Não
posso fornecer uma mensagem prescritiva para equilibrar carboidratos e
gorduras, pois somos todos indivíduos que precisam deles em quantidades
diferentes por vários motivos e fatores de estilo de vida.
No entanto, o princípio é reduzir os carboidratos e
aumentar as gorduras saudáveis para otimizar os níveis de açúcar no sangue
ao fornecer energia ao corpo.
Tanto os carboidratos quanto as gorduras produzem
calorias se transformando em energia. No entanto, as gorduras são mais
densas, o que significa que uma grama de gordura contém duas vezes mais
calorias do que um grama de carboidratos. Independentemente disso, a gordura
tem um impacto significativamente menor nos picos de insulina e um impacto mais
positivo na sensibilidade à leptina devido aos papéis das moléculas nesses dois
hormônios.
Portanto, minha fonte de energia preferida são as
gorduras saudáveis. Depois de reduzir os carboidratos seguindo uma dieta
cetogênica com restrição de tempo, tornei meu corpo mais sensível à insulina e
à leptina.
Eu explico essa mudança comportamental simples para
melhorar a sensibilidade à leptina e prevenir a resistência à leptina sob os
dois títulos a seguir intimamente relacionados.
1 — Aumente as gorduras saudáveis para saciedade
O que as gorduras têm a ver com a
leptina? Existem dois fatores críticos que determinam as relações entre
gorduras e leptina.
Em primeiro lugar, o hormônio leptina é formado por
moléculas de gordura. Em segundo lugar, a leptina informa a saciedade ao
cérebro quando consumimos alimentos suficientes contendo gordura a cada
refeição, servindo como hormônio de sinalização do corpo. A leptina,
especificamente, envia mensagens para o hipotálamo (controladores de hormônios
no cérebro).
A leptina também se relaciona com o percentual de
gordura corporal total. Conforme apontado neste artigo científico no Journal of Obesity ,
“As concentrações séricas de leptina estão bem
correlacionadas com a massa total de gordura corporal em indivíduos
saudáveis. As diferenças na distribuição da gordura abdominal não parecem
estar relacionadas a uma diferença na produção in vivo de leptina a partir do
tecido adiposo”.
Essa descoberta significa que aqueles com maior
teor de gordura podem ter mais leptina, o que parece bom, mas não é até
entendermos a questão da resistência à leptina em pessoas obesas.
O que quero dizer com resistência à leptina? A
resistência à leptina significa que o corpo e o cérebro se tornam incapazes de
responder a esse hormônio crítico. Compreender o papel desse sinal crucial
é vital porque continuamos comendo mais do que precisamos quando experimentamos
resistência à leptina.
Por que ocorre a resistência à leptina? Embora
seja complexo quando revisei a literatura, tudo se resume a dois culpados:
1-) consumir carboidratos refinados em excesso com
muito pouca gordura saudável na dieta e
2-) privação de sono levando ao estresse
crônico .
Resolver o primeiro problema exige que reduzamos o
consumo de carboidratos refinados e aumentemos as gorduras saudáveis com uma
quantidade adequada de proteína que nosso corpo precisa.
Apesar das crenças e suposições comuns, vamos ter
em mente que os carboidratos não são essenciais, o que significa que o corpo
pode sobreviver sem eles através do processo de gliconeogênese. No
entanto, algumas gorduras e aminoácidos que formam proteínas são imperativos,
pois o corpo não pode produzi-los.
Resolver o segundo problema que causa a resistência
à leptina é melhorar a qualidade do sono, descansar adequadamente e aproveitar
a vida com atividades divertidas. Portanto, esse ponto indica que a
leptina também está relacionada a outro hormônio crítico, o cortisol , gerenciando nosso estresse.
Cortisol elevado na corrente sanguínea com
frequência e por muito tempo sugere estresse crônico. Portanto, reduzir os
altos níveis de cortisol pode contribuir para aumentar a sensibilidade à
leptina. Acredito que perder peso continua sendo um sonho, a menos que
administremos o cortisol adequadamente.
2 — Otimize a glicose no sangue evitando picos de insulina
As questões críticas são: “por que a glicose no
sangue e a insulina aumentam, por que eles são importantes para perda ou ganho
de gordura e como eles se relacionam com a resistência à leptina?”
Nossa corrente sanguínea certamente precisa de
glicose para suprir as necessidades energéticas de diversos órgãos,
principalmente do cérebro. No entanto, ele pode lidar com apenas uma
quantidade específica de glicose, como cerca de uma colher de chá de açúcar por
vez.
Então, se passar do limite, nosso corpo percebe a
glicose como tóxica e age rapidamente para eliminá-la. Ele usa a função do
hormônio insulina secretado pelo pâncreas para distribuir a glicose do sangue
para várias células, como músculos e tecido adiposo.
A primeira preferência são os músculos, pois são
essenciais para nossa sobrevivência. Se os músculos não precisam de
glicose, o corpo envia o excesso de glicose para as células de gordura,
convertendo a glicose em moléculas de gordura. Consequentemente, nossas
células de gordura crescem acumulando gordura visceral, principalmente na
região abdominal.
Quando os músculos e outras células de órgãos param
de responder aos sinais de insulina para utilizar a glicose, ocorre uma
condição chamada “resistência à insulina”. Quando experimentamos essa
condição indesejável, o pâncreas produz mais insulina para lidar com a glicose
elevada.
Portanto, uma das causas da resistência à insulina
é a hiperinsulinemia, o que significa que a corrente sanguínea tem uma
quantidade de insulina maior que a média.
O que causa excesso de glicose no sangue e picos de
insulina? A resposta simples é consumir carboidratos refinados que se
transformam em açúcar muito rapidamente. Portanto, reduzir os carboidratos
de digestão rápida e substituí-los por gorduras saudáveis é uma estratégia comprovada para reduzir o açúcar no sangue e evitar picos de insulina.
Quanto mais gordura nutritiva eu consumia, mais gordura da barriga eu queimava . Minha
sensibilidade à insulina e à leptina aumentou significativamente quando
tornei meu
corpo adaptado à gordura . Nunca mais senti fome , embora coma apenas uma refeição
nutritiva por dia com bastante gordura.
O consumo adequado de gordura em minha dieta me
permite jejuar por cinco a sete dias . Além
disso, com uma dieta rica em gordura e alimentação com restrição de tempo
tornando -me adaptado à gordura , meu corpo ganhou mais
gordura marrom, dando-me energia sustentável.
Consumir muitos carboidratos pode levar à
resistência à insulina. Por outro lado, consumir quantidades adequadas de
gorduras saudáveis para produção de energia pode levar à sensibilidade à insulina
desejada para perda de gordura e manutenção de peso saudável.
Quando tornamos nosso corpo sensível à insulina,
com pouca sinalização de insulina, as células musculares aceitam a glicose do
sangue. Eu apresentei três dicas para tornar nosso corpo sensível à insulina e prevenir
a resistência à insulina .
A resistência à insulina e a resistência à leptina
são duas condições metabólicas que levam à síndrome metabólica , um fator de risco
subjacente para diabetes tipo II, ataques
cardíacos, derrames , doenças neurodegenerativas e alguns tipos de câncer .
Quando experimentamos resistência à insulina e à
leptina, é impossível derreter a gordura da barriga de forma eficaz, mesmo que
reduzamos as calorias. Se tentarmos reduzir calorias nesses estados
indesejáveis, poderíamos perder peso, mas seria mais músculos e menos gordura
visceral, o que infelizmente aconteceu comigo na juventude por falta
de conhecimento.
Conclusões e Aprendizados
Melhorar nosso perfil de leptina pode nos ajudar a
controlar os riscos de glicose alta e hiperinsulinemia.
Por exemplo, conforme indicado neste artigo científico, “a
leptina tem efeitos benéficos no metabolismo da glicose-insulina ao diminuir a
glicemia, a insulinemia e a resistência à insulina”.
Compreender os efeitos da leptina na homeostase
glicose-insulina levará ao desenvolvimento de terapias baseadas em leptina
contra diabetes e outras síndromes de resistência à insulina”.
Embora alguns de nós desejem perder gordura
rapidamente, o objetivo final é manter nosso metabolismo funcionando e prevenir
doenças metabólicas, como diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, cânceres
e doenças neurodegenerativas.
O corpo e o cérebro se conectam por meio de
hormônios e neurotransmissores. A leptina é uma dessas moléculas para
manter a comunicação essencial. Relacionado ao metabolismo da gordura,
precisamos entender o papel da carnitina.
Eu estava experimentando resistência à leptina e à
insulina em idades mais jovens, colocando-me em uma situação
pré-diabética. Depois de resolver essas duas questões críticas, melhorei
minha saúde reduzindo a gordura visceral e aumentando a
massa muscular magra.
Eu também compartilhei histórias de vários
amigos. Por exemplo, corrigir a resistência à insulina e à leptina
ajudou Rosalia a reduzir a gordura visceral e
resolver problemas de saúde mental, como nevoeiro cerebral, ansiedade e
depressão leve.
Obrigado por ler minhas
perspectivas. Desejo-lhe uma vida saudável e feliz.

Scientist, Technologist, Inventor, focusing on HEALTH and JOY. Founder of ILLUMINATION, curating key messages for society. Connection: https://digitalmehmet.com